Uma angústia fria e mórbida toma conta da minha mente neste momento
Meus pulsos cortados justificam a mancha de sangue sobre o chão
Sinto que minha consciência oscila, para meu descontento
Vejo que tudo que faço é infinitamente cansativo e exaustivo, porém, em vão
A espada cravada no meu peito sugere uma crua realidade
A escuridão cerrada só deixa mais explícito o céu crivado de estrelas
Para onde pessoas de fé acreditam que as dará indestrutibilidade
Como as dogaressas, as quais jamais hei de sê-las
Tudo que vejo agora são pálidas luzes advindas de uma frágil chama
Apesar de sentir um fim próximo, não procuro meu indulto
Sinto um dissimulável lirismo que agora exclama
Ficou pra trás o 'não era mesmo pra ser',
A verdade indubitável inerva meus mais grotescos pensamentos
E agora fui sucumbida pelo 'era para não ser'
21.4.08
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