14.6.08
Nostalgia
Lembrei de quão insólita e prazerosa é minha vida
Ao tentar ser madura, me tornei uma criança
E ao voltar a ser criança, me tornei adulta
Essa nostalgia, advinda do ressurgimento de uma parte prazerosa
E triste para alguns, divertida pra nós dois
Agora que crescemos somos, mais do que nunca, aliados
Juntos, novamente, por um sentimento combalido
Esses pensamentos são desconcertantes
Sua voz aveludada sussurra em meu pescoço
Palavras de amor e promesses inválidas, inconstantes
Mas não deixo de sentir um enorme prazer reconfortante
Depois de muito andar e refletir,
Descobri que sou misógina,
E tenho como sina sofrer por não sentir
De nada valem minhas palavras, uma vez que não as dou valor...
11.6.08
(À um breve passado)
Isolada n'um canto, imersa em pensamentos advindos de meu subconsciente,
Não consigo evitar de fantasiar uma história de amor
Na qual amo e sou amada, igualmente
O problema é que na busca todos os caminhos só levam a você.
A sensibilidade torna'se evidente com o tempo
Pareço uma criança, desejando os superpoderes da televisão
Você não me sái mais da cabeça, para meu descontento
Não quero estar apaixonada por você
Poderia ter todos os homens que quisesse
Mas de que vale isso se o que eu quero
Passou por mim como um rolo compressor,
Arrasando com meu coração e deixando-o, esmagado, para trás
Por favor, me leve com você
Não resisto mais aos seus encantos
Tudo que quero é ter-lhe ao meu lado
E realizar seus desejos, todos os dias.
Me entrego de corpo e alma,
Não me importo se os destruirApenas toque-me novamente com suas mãos de anjo,
Assim, talvez, você me leve novamente ao céu
Só você não percebe como é irresistível
E como aquele único encontro foi inesquecível...
Pensei que não aguentaria até o fim,
Mas, ao final, quem queria bis, era eu.
Se eu pudesse te ter novamente...
Sonho em ouvir novamente sua voz... sua doce voz...
Que ressoa em minha mente, minha favorita canção
Agora vejo que meu único ato foi resistir
Fico pensando se eu tivesse cedido,
Estaríamos juntos agora...
Me sinto uma criança,
Cheia de desejos e fantasias
E você veio até mim, me deu um doce
(Não qualquer doce; o mais saboroso)
Só para tirá-lo de mim
Você é tão irresistível para mim
Quanto o sangue nos olhos do vampiro
Te peço agora uma coisa muito importante
Não me deixe morrer de sede
(Se não me queres como amante,
Por favor, não me venha com amizade
Afinal, é o mesmo que dar pão a quem morre de sede)
